Review de ‘A Murder of Gods’, 6° episódio de “American Gods”

A Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos é sempre citada quando algum cidadão se sente na necessidade de reafirmar o direito que ela garante: o da população norte-americana em portar e manter armas. Séculos depois de 1791, ano de aprovação da medida, as estatísticas relacionadas ao armamento pessoal são espantosas. Atualmente, há em torno de 270 milhões armas de fogo em posse de civis norte-americano, o que significa que há 89 delas para cada 100 habitantes do país, segundo estimativas publicadas pela organização independente de estudos suíça Small Arms Survey. Só na Black Friday do ano passado, 185.713 pessoas aproveitaram os preços mais baixos para adquirir armas de fogo, quebrando o recorde para a quarta quinta-feira de novembro pela terceira vez consecutiva, como divulgou o FBI, na época.

Alavancadas pelos temores de um rigor maior para as vendas, as compras de armas cresceram durante a gestão de Barack Obama: as receitas da indústria de armas e munições aumentaram em uma média anual de 4,7% ao ano desde 2011, com expectativa de terem alcançado um mercado de quase 16 bilhões de dólares em 2016, de acordo com a consultoria IBIS* World. Dados oficiais mostram que em 2014 foram produzidas nove milhões armas no país, 3,5 milhões a mais que os 5,5 milhões de 2009, quando o ex-presidente assumiu o governo.

VULCANO
A cultura armamentista norte-americana ofereceria terreno para um amplo fortalecimento de um Deus Antigo – Vulcano, deus romano do fogo representado no passado como um ferreiro que forjava raios para Júpiter e armas para heróis. E ele aproveitou esse prisma da mentalidade de uma parte grande da população para criar um pequeno império no estado da Virgínia, como mostra o sexto episódio de “American Gods”. Depois de fugir dos Deuses Novos, Shadow (Ricky Whittle) e Wednesday (Ian McShane) rumam em na direção da divindade das armas.

Com um título de duplo sentido “A Murder of Gods” (“Um Assassinato de Deuses”, no sentido literal, e “Um Monte de Deuses”, no figurado utilizado em uma frase por Mad Sweeney), o episódio retoma a narrativa no estilo road movie, com a trama principal se bifurcando em dois núcleos.

De um lado, Shadow ainda tenta assimilar os acontecimentos fora do comum que o rodeiam e o perigo que eles representam, enquanto sofre com uma hemorragia causada pelo ataque mais recente do qual foi alvo e cogita uma reunião com a esposa morta viva Laura (Emily Browning). Wednesday improvisa um tratamento na ferida paralelamente às próprias tentativas de convencer Shadow a se mostrar mais aberto ao sobrenatural – além dos esforços em frustrar qualquer aproximação da falecida e ressuscitada Sra. Moon. Por algum motivo, o deus considera mais conveniente que Shadow siga em frente. E seguir em frente, na situação em que os dois se encontram, significa diretamente que o contratado deve acompanhar contratante no alistamento de Deuses Antigos na guerra contra os Novos.

Vulcano (Corbin Bernsen) parece se encaixar como um forte candidato a se recrutar. Enquanto outras divindades do passado definham, ele soube acumular poder. Se no passado o deus romano produzia armas para outras entidades mitológicas e heróis, na América atual o mais conveniente é alimentar a obsessão do país com armamentos chefiando uma manufatura de munições.

Com uma marca e uma cidade batizadas em seu homenagem, Vulcano conseguiu se tornar um cidadão proeminente em uma localidade obcecada por armas. Cada bala disparada contra um mortal equivale a sacrifícios ao deus. Fora isso, anualmente um dos operários da fábrica de munição morre “acidentalmente” caindo em um caldeirão de metal fervido o que também fortalece a dividade romana.

Vulcano é o primeiro personagem criado especificamente para a série, ou seja, sem correspondente no livro. Ele se baseia em um deus do panteão greco-romano que na versão grega é conhecido como Hefesto e em ambas as sociedades antigas é descrito como manco (característica mantida no seriado). O produtor Michael Green conta que o deus foi idealizado pelo autor Neil Gaiman após o escritor avistar uma estátua do deus Vulcano em uma cidadezinha do Alabama. No local, acidentes fatais ocorriam com frequência em uma indústria de aço porque um contador avaliou que era mais barato embolsar familiares pelos danos com a morte dos operários do que fechar a fábrica pelo tempo suficiente para reparos. Gaiman interpretou a situação como um exemplo moderno de sacrifícios humanos. Vulcano é uma adição interessante à história quando se leva em consideração o empenho dos roteiristas em mesclar a aventura de Shadow e Wednesday com comentários político-sociais.

A questão das armas se desmembra em dois pensamentos opostos nos Estados Unidos: o apoio a um controle maior do acesso a elas e a defesa dos direitos da população em se armar. Para um lado, a facilidade em comprar munição e armas resulta em violência, com artefatos mortíferos caindo nas mãos de criminosos e atiradores descontrolados que de tempos em tempos promovem massacres em escolas e outros estabelecimentos. O outro grupo acredita que portar um revólver ou espingarda gera segurança, autodefesa, proteção contra tirania e diversão por meio de caça esportiva. Vulcano tira proveito da segunda noção para prosperar.

O problema – para Wednesday – é que o antigo aliado mudou de lado. A ascensão de Vulcano foi catapultada pelos Novos Deuses, o que fornece subsídios para o espectador a imaginar que ele aceitou uma proposta parecida com a oferecida a Wednesday no episódio anterior. Graças a eles, Vulcano  trocou a forja artesanal de armas pela industrial. Com o poder que tem, ele fica em dívida com os Novos Deuses e se importa menos com a decadência de seus colegas menos idolatrados.

Wednesday e Shadow conseguem captar sinais de que o anfitrião não é confiável. Vulcano demonstra saber que Shadow foi linchado pelos capangas do Technical Boy (Bruce Langley) – e quase apresenta uma apreciação do ato. Ele expressa um desprezo sutil por um presente de Wednesday. O Odin americano interpreta os indícios de traição, faz com que o velho amigo forje uma espada para si e utiliza a lâmina para provar que deuses podem perecer, comprovando a mensagem do título. Wednesday realiza um sacrifício para si mesmo com o corpo de Vulcano, que decapita e joga em uma fornalha, para o espanto de Shadow. A vingança ajuda a revelar um pouco da personalidade do Odin da série e promove uma espécie de justiça poética para os atos do deus romano.

CRISTO
A questão do armamento não é o único comentário social do episódio. O outro está presente no “conto” do prólogo e de uma certa forma complementa o arco de Vulcano e suas munições. O episódio começa com uma crítica ao tratamento dispensado aos imigrantes ilegais pela parte conservadora dos Estados Unidos. Por meio de uma narrativa paralela à trama principal, o seriado apresente sua primeira versão de Jesus.

Mexicanos cruzam o Rio Grande para chegar ao outro lado da fronteira e tentar uma vida nova no país vizinho. Católicos, eles pedem proteção e agradecem a Cristo. Quando um deles quase se afoga, uma versão hispânica de Jesus (Ernesto Reyes) o acode. A crença antecede a concretização de deuses. Seguindo a fé dos mexicanos, o Cristo que surge diante deles tem uma identidade cultural parecida com a dos imigrantes, fala seu idioma, aproxima-se dos desamparados e está pronto para se sacrificar por eles.

No momento em que uma equipe de policiamento de fronteira massacra os mexicanos, Jesus se porta como escudo para algum deles. A cinematografia recria símbolos importantes para o cristianismo católico. Cristo é atingido na mão, numa recriação dos estigmas que antecederam sua morte. Ele caiu no chão de braços abertos, formando uma cruz. Um tiro em seu peito causa um sangramento que forma o Sagrado Coração de Jesus. Um vento carrega galhos na direção de sua cabeça e deixa uma coroa de espinhos em sua cabeça.

Os atiradores são mostrados como pessoas que também acreditam (em alguma versão) de Jesus. A cena transmite a ideia de que cristãos atacam cristãos numa guerra como a imigração ilegal. Com isso, o roteiro se mantém respeitoso ao caráter altruísta e auto sacrificante de um Cristo mártir e joga sal em uma das feridas dos Estados Unidos atual.

A combinação da abordagem da obsessão for armas de fogo com a filmagem do massacre de um Jesus imigrante mexicano produz reflexões sobre pontos defendidos pela atual gestão do país. O presidente Donald Trump já se comprometeu com a NRA (Associação Nacional do Rifle) que jamais agirá contra o porte de armas, que chamou de “presente de Deus” em evento realizado em 28 de abril deste ano. Ele também é conhecido por seu discurso hostil aos imigrantes hispânicos. É difícil não apreciar a coragem da produção em se posicionar, o que é feito de uma maneira que não compromete a narrativa principal.

NOVA VIDA
A outra parte do episódio é centrada em Laura Moon e Mad Sweeney (Pablo Schreiber). O leprechaun percebe que o caminho mais fácil para recuperar sua moeda da sorte é possibilitar que a morta não precise mais dela para manter sua vitalidade. Ele propõe uma aliança para levá-la a uma entidade que possa ressuscitá-la de verdade, paralisando o processo de putrificação do corpo de Laura.

O caminho dos dois se cruza com o de outro rosto familiar do fã de “American Gods”. O imigrante de Omã, Salim (Omid Abtahi) quase é vítima de um furto promovido pela dupla. Ele propõe perdoar a tentativa de crime se o leprechaun o ajudar a reencontrar seu Jinn (Mousa Kraish). Como Laura, Salim também está se ajustando a uma nova vida. Ele deixou sua antiga vida como vendedor e se desprendeu de sua família. Porém, ele precisa rever o Jinn para entender a própria nova identidade.

Laura vê em Shadow seu sol e o mesmo acontece com Salim e o Jinn. Ambos tinham vidas normais as quais odiavam e foram retirados dessas realidades por decisões de outros. Com tantos pontos em comum, os Laura e Salim se aproximam rapidamente e sentem empatia um pelo outro. Ela se mira no exemplo dele para entender a necessidade de deixar para trás pessoas com quem tinha vínculo quando ainda era viva, quase vacilando. Embora aparentemente mais desprendido de sua antiga rotina, Salim mantém laços com sua cultura pré-Jinn, como a prática voltada para ritos da fé islâmica.

A trama paralela ajuda a humanizar ainda mais Laura e Salim (e aliviar os espectadores de outros momentos tensos com a comicidade de Mad Sweeney, diverti-los sadicamente com o tratamento que ele recebe por suas falas agressivas e inconvenientes).

NOVIDADES
O episódio é um desvio completo do livro. Todos os arcos narrativos mostrados são novidades tanto para os leitores e não leitores. Ao contrário do que acontece com algumas adaptações, as alterações não decrescem em nada a qualidade da história. Pelo contrário, é satisfatório acompanhar as expansões que aprofundam coadjuvantes como Laura, Mad e Salim ao mesmo tempo em que se observa interações que intensificam a ligação de Shadow e Wednesday.

A fotografia se destaca sobretudo nas cenas sádicas da fábrica de munição e na poesia trágica do conto que mostra o Jesus mexicano. Depois de observar deuses cuja mitologia é mais obscura para o espectador ocidental, é intrigante encontrar versões de entidades com as quais temos mais contato, como Cristo e uma divindade do panteão romano. A participação de ambos se torna ainda mais envolvente quando combinada com questões tão discutidas como as questões de armas e de imigração, o que transformou o sexto episódio em provavelmente o mais político da série até o momento.

* A semelhança entre o nome da consultoria e de um deus presente no seriado é mera coincidência

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  • Skalako

    Adorei o episódio, e , é claro a review. Só que na minha tola interpretação, quem covardemente mandou bala nos imigrantes, inclusive em crianças, e suprema canalhice, pelas costas não foi nenhuma agencia pólicial, mas aqueles fanáticos por armas de Vulcan, e que Odin e Moon os encontram justo no momento da celebração do malfeito(sacrifício). Pois aquela milícia me pareceu tenebrosa o suficiente para fazer o que eu achava que eles tinham feito, e poderiam sim fazer até bem pior do que aquilo.

    • Rafaela Tavares

      Olha, não tinha visto por esse lado. Pensei em policiamento porque os veículos pareciam ter a iluminação dos automóveis policiais. Não sei até que ponto a milícia de Vulcan é xenofóbica ou racista, mas tomaram muito cuidado para mostrarem o nacionalismo da cidade e como ela era composta apenas por brancos (a não ser que meus olhos tenham me enganado). Só precisaríamos saber qual o alcance deles pelos EUA, porque o estado da Virginia não fica tão perto da fronteira com o México.

      • Skalako

        Com certeza, a sua percepção da cena é a verdadeira, Rafaela. É que eu sempre gostei de viajar em teorias meio absurdas. E todas as reviews que vi até agora todos são unânimes em atribuir a conta da chacina a guarda fronteiriça.

    • Bruno Mais

      Vale mencionar, que assim como na tradição cristã , foram “adoradores de Vulcano” ( os romanos) quem condenaram e executaram Jesus. Então a cena é grandiosa até por isso !

  • Ademar Couto

    Alguns fatos sobre imigração e armas:

    A polícia de fronteira foi identificada como assassina. se isso fosse realidade, e não a ação assassina de coyotes mexicanos, que estupram e matam seus “clientes” o México e a comunidade internacional cairia de pau nos EUA.

    Segundo ponto:A aplicação de sanções quanto à imigração ilegal (que por este nome não necessita de mais defesa – ilegal) é devido á quantidade de bandidos que entram no país e vivem do welfare governamental destinado aos pobres. Ms 13, latin kings, Crips, bloods , nuestra familia, etc. são gangues de latinos nos EUA.

    O comprometimento Americano com a segunda emenda não visa a proteção contra o bandido apenas. Muito menos tem a ver com a caça.

    O objetivo da segunda emenda é a defesa do cidadão americano contra uma mais que possível ação ilegal e agressiva dos que estão governando. Isso pode ser um fator a favor do atual presidente…. ou não.

    A segunda emenda é uma garantia ao povo americano que numa revolução eles não serão pegos como ovelhas como nós, brasileiros. chegamos este ano a 58 mil morto pelo crime ano passado. nenhum assassino eventual americano num bar ou escola chega perto disso.

    Ps: A cena de Jesus Cristo ficou excelente. Parabéns à produção. Hefestos encaixado ficou acima de qualquer expectativas. presente mesmo aos expectadores.

    • Thor Gabriel Martins

      O termo imigração ilegal está incorrecto, porque na maioria dos países incluindo o estados unidos não e crime imigrar o que existe é imigração irregular. Segundo, mesmo que juntasse todas as armas de todos os americanos eles não iam ter nenhuma chance contra o poderio militar do seu governo com bombas atômicas e droids, o que faz essa emenda se não obsoleta completamente falha nesse sentindo,e por último não a nenhuma pesquisa que prove que a população ter armas diminui a criminalidade tanto que o país que tem mais armas por cidadão no mundo e a Arábia saudita (isso por um motivo histórico e cultural do povo).

      • Ademar Couto

        Aquilo que não está regulado pela lei não é ilegal.
        Em contrapartida o que foge à lei é ilegal sim. Imigração irregular, por não obedecer a lei é sim ilegal.

        https://www.law.cornell.edu/uscode/text/8/1325.

        A terminologia de Ilegal alien está aqui. http://www.fairus.org/issue/illegal-alien-the-proper-terminology Claramente diz que :

        ” pela lei federal, qualquer não cidadão americano é estrangeiro (alien). Estrangeiros que entraram nos EUA sem permissão, ou violaram os termos de sua admissão são identificados pela lei como estrangeiros ilegais”
        o texto vai abaixo para quem não sabe a língua inglesa ou que queira analisar a veracidade:

        “Under federal law, any non-U.S. citizen is an alien. Aliens who have entered the United States without permission, or who have violated the terms of their admission, are identified under the law as illegal aliens. That is a fact, not an issue for debate.”

        o estudo que você alega não existir foi realizado pela Harvard University. o próprio ex presidente Obama teve que recuar diante deste estudo :
        http://www.law.harvard.edu/students/orgs/jlpp/Vol30_No2_KatesMauseronline.pdf

        Em terceiro lugar, o que se discute é o direito de defesa do cidadão diante do governo e não a eficácia desta milícia armada que é totalmente legal diante da segunda emenda.

        Em momento algum se discutiu aqui de que lado as forças armadas e demais organismos de defesa se posicionarão, o apoio externo e demais fatores.

        O que se discute é o direito de defesa do cidadão. aliás, coisa que os brasileiros não tem e foi novamente negado hoje pelo senado.

        Penso que, aqui não seja o espaço adequado a este tipo de discussão, pois sai da pauta.

        • Thor Gabriel Martins

          Eu não acho que sairmos da pauta o termo imigrante ilegal continua errado a não ser que o país em questão proíba imigração o que ele não faz.
          E o que eu disse é que a pesquisa que você ditou tambem mostra e que não a ligação entre a criminalidade e a posse de armas mostrado mais especificamente nesse trecho da pesquisa.
          (Murder rates are determined by socio‐economic and
          cultural factors. In the United States, those factors include that the
          number of civilian‐owned guns nearly equals the population—
          triple the ownership rate in even the highest European gun‐
          ownership nations—and that vast numbers of guns are kept for
          personal defense. That is not a factor in other nations with com‐
          paratively high firearm ownership. High gun ownership may
          well be a factor in the recent drastic decline in American homi‐
          cide. But even so, American homicide is driven by socio‐economic
          and cultural factors that keep it far higher than the comparable
          rate of homicide in most European nations.)ou seja a posse de armas não é uma questão de defesa do cidadão mas sim uma questão cultural do pais. Eu não disse que essa milícia contra um possível governo opressor seria ilegal ela está colocada como legal na lei americana mais já que o contexto histórico em que ela foi criada não é o mesmo que o de hoje, é também preciso saber qual eficácia que essa milícia teria contra as forças regulares do governo, o que ao contrário do contexto em que essa lei foi criada essa eficácia hoje em dia e nula.

          • Ademar Couto

            se você ler o texto vai observar que as taxas de crime na europa costumavam ser baixas se comparadas aos EUA – é isso que ele diz. Hoje, estão em franco aumento. As taxas de crime nos EUA se comparadas à Europa são altas, mas tendem a reduzir pelo uso que o autor associou à cultura. O estudo analisa fatores culturais mas não o responsabiliza pela redução de crimes nos EUA, apontando como causa a posse de armas e o direito de defesa do cidadão comum! esta é a conclusão do estudo! vou encerrar a discussão na página deixando o excerto do texto que comprova. “Whether causative or not, the consis‐
            tent international pattern is that more guns equal less mur‐
            der and other violent crime.” (último parágrafo do cap IV)

            (o padrão consistente internacional é que mais armas significam menos crimes violentos e menos assassinatos). Abraço.

  • Skalako

    Eu estou bastande curioso para ver as consequências da maldição de Votan, que mijou não só sobre o corpo semi dissolvido de Vulcan, mas inclusive sobre a matéria prima da munição industrializada. Mas, uma coisa que deixou realmente impressionado, e é apenas uma possibilidade: a matança que presenciamos no início e as inuteis tentativas de se defender das vítimas, seria um confronto de dois jesus, o mexicamo e o americano? ambos os lados tinham o cruxifixo como símbolo de fé.