Yetide Badaki comenta os bastidores daquela cena sexual e o que podemos esperar da segunda temporada

A primeira temporada de American Gods foi repleta de ótimas cenas introdutórias que fizeram você querer saber mais sobre seus personagens fantásticos. E ninguém recebeu uma introdução melhor do que Bilquis, a deusa do amor interpretada por Yetide Badaki.

Quando nos encontramos pela primeira vez com o Bilquis, ela rouba o show devorando um homem com a vagina em um ritual de sacrifício alucinante que desafia a crença. A crença, e a fome por isso, é o que torna possíveis os atos sexuais abrangentes de Bilquis. A personagem de Yetide Badaki continuou a chamar atenção ao longo da primeira temporada de American Gods e revelou-se uma das mais surpreendentes.

No episódio dois, a vimos ter um encontro semelhante, mas foi apenas no final da temporada que sua personagem ganhou sua própria “Vinda para a América”, sua história de origem. Então, nós a vemos abordada pelo Technical Boy, que a tenta com o Tinder e uma promessa de retorno aos seus dias de glória. Enquanto se dirigia para House on the Rock na cena final da temporada, Bilquis nos deixou imaginar se ela realmente tinha dado a volta por cima.

Em entrevista publicada no site Mirror UK, Yetide Badaki conta o que aconteceu nos bastidores daquela cena sexual

No livro, Bilquis é um personagem menor, mas seu papel foi inteiramente desenvolvido na série. Yetide, que admite que é uma grande “geek” de Gaiman, leu o romance em 2001 e ficou apaixonada por isso.

“Eu conhecia o livro antes de ir à audição”, diz ela. “Fui uma grande fã de Neil Gaiman e conheci as cenas de Bilquis no romance. Você encontra ela duas vezes. Eu fiz a audição com uma, então eu presumi que a outra seria na série”.

A cena com a qual ela fez a audição foi a cena de sexo do episódio que impressionou os espectadores. Bilquis seduz um homem, levando-o para a cama antes de devorá-lo, literalmente, através da vagina.

“É incrivelmente complexo.”, diz Yetide quando perguntada sobre como ela se aproximou da cena poderosa ao fazer a audição. “Eu simplesmente fui e sentei na cadeira, e então eu tentei mostrar essa conexão. Eu terminei e havia lágrimas”.

À medida que o livro é desenrolado na série, ficou claro que não seria a única cena de sexo para a Deusa do Amor, mas foi o ”renascimento vaginal” do primeiro episódio que chamou a atenção de todos.

“A cena estava no livro”, diz Yetide. “Então eu sabia o que estava por vir.’’

Nós fomos pelo que estava na página e houve a direção surpreendente de David Slade. Há uma incrível equipe criativa, então eu tive uma confiança total neles. Foi tudo esboçado perfeitamente.”

“Eu podia ver na página, esta era uma cena bonita e importante, e isso é o que queríamos trazer a vida”.

Foi apenas mais tarde no processo de filmagem que Yetide percebeu que seu papel estava crescendo.

“Nós só recebemos os scripts algumas semanas antes, então eu estava lendo e percebendo o papel que eu estava lidando”, explica.

“Foi delicioso poder me aprofundar e olhar para a relevância dos deuses. Para mostrar como a cultura mudou e se mudou. O culto é sobre o volume, é sobre amor e adoração. Bilquis sabe disso, ela não se preocupa com sua sexualidade e seu desejo de amor “.

Yetide é claramente uma grande fã de Gaiman e também uma grande fã do time de American Gods, os showrunners Bryan Fuller e Michael Green.

“A equipe é ótima, Bryan e Michael sabem exatamente onde eles estão levando a historia e eles tem muito respeito pelo livro de Gaiman”.

Os showrunners adaptaram cuidadosamente o livro – com o Gaiman – para a tela.

Mas o próprio Fuller disse que o livro era um pouco “festa de salsicha”, o que significa que eles decidiram pegar as personagens femininas e expandir seus papéis na tela. Bilquis é um caso assim como a Laura.

 

Para a Yetide, a história de Bilquis, assim como a de muitos outros deuses, é uma sobre imigração.

“O romance de Neil Gaiman é simplesmente lindo”, diz Yetide. “Há todas essas histórias de ‘’Vinda para a América’’ – é realmente sobre imigrantes, sobre nós encontrando nosso caminho”.

Yetide nasceu na Nigéria e tornou-se uma cidadã dos EUA há três anos, depois de tentar chegar à América por cerca de uma década, então é fácil ver como a história tocou ela.

“[A série] tem essa relevância agora que não acho que ninguém possa perder, diz ela. “Parece muito real. Como se estivesse no mundo real. Eu me conecto com isso”.

Os fãs parecem ter se conectado com American Gods também, e Yetide admite que foi incrível ver as reações.

“É incrivelmente inteligente, eles querem se envolver. O diálogo é maravilhoso e tão rico”.

O que podemos esperar da segunda temporada?

Bilquis é mais uma mulher de ação do que palavras. Nós a vimos pela última vez indo para House on the Rock depois de se encontrar com o Technical Boy. Os fãs têm especulado o que isso significa para os deuses e o que está a vir na segunda temporada.

“Foi adorável trabalhar com Bruce [Technical Boy], ele é um ator tão incrível. Um testemunho de quão bom ele é, é que ele é tão convincente em seu papel enquanto ele é tão doce em pessoa”.

“Eu não posso dizer nada sobre a segunda temporada, eu mesma não sei!”, diz Yetide. “Ainda não tenho os scripts, mas estou ansiosa para ver o que está por vir”.

“Nós sugerimos as possíveis alianças para que haja mais disso. Ian McShane já nos mostrou, como Wendnesday, que nada é como parece ser. Nós também podemos ver um pouco mais sobre todas as suas motivações”.

Como dito, o papel da Yetide Badaki foi expandido para a série e por isso mal podemos esperar para ver o rumo que Bryan Fuller e Michael Green darão a sua personagem, estamos muito ansiosos por mais de Bilquis na segunda temporada.

 

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Luiz Fernando Author